Segundas Feiras
Movimentos - Escola de Música e Dança
Das 20 as 21:30hs - Dança de Salão
Rua Sophia Ambuba, 25 - Vila Andrade (Próximo ao Shopping Jardim Sul)
Terças Feiras
Academia K@2 - Unidade Santana
Das 19 às 20hs - Zouk
Das 20 às 21hs - Dança de Salão
Endereço: Avenida Luis Dumont Villares, nº 200 - Santana
São Paulo - SP
Academia Body Up
Dass 21 as 22hs - Dança de Salão
Endereço: Avenida Comendador Alberto Bonfiglioli, 649 - Jardim Bonfiglioli
Quartas Feiras
Academia K@2 - Unidade Morumbi
Das 20 às 21hs - Dança de Salão
Rua Edward Joseph, nº 110 - Morumbi
São Paulo - SP
Quintas Feiras
Academia K@2 - Unidade Santana
Das 20 às 21hs - Dança de Salão
Das 21 às 22 - Zouk
Endereço: Avenida Luis Dumont Villares, nº 200 - Santana
São Paulo - SP
Sábados
Movimentos - Escola de Música e Dança
Das 13 às 14hs - Pagode
Das 14 às 15hs - Sertanejo Universitário
Das 15 às 16hs - Zouk
Endereço: Rua Sophia Ambuba, 25 - Vila Andrade (Próximo ao Shopping Jardim Sul)
Por Vitor Cavalcanti
Em 1° de agosto de 2001 José Paulo Teodore sofreu um derrame cerebral. Ele tinha pressão alta e o corpo reagiu mal. Uma veia do cérebro estourou e então a vida agitada do então microempresário mudou completamente. Da rotina diária em sua marcenaria, sobraram apenas as boas lembranças. O início foi bem complicado. Ele não conseguia aceitar a situação. Hoje, em tratamento com dançaterapia, Teodore já se sente melhor e mais tranqüilo.
Assim como ele, centenas de pacientes já passaram pela dançaterapia em quase dez anos que a técnica é utilizada na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Os grupos, formados somente por adultos, fazem um tratamento que dura, em média, 4 meses. "O grande enfoque são os aspectos emocionais. Através das dinâmicas o paciente relaxa e acaba trabalhando a parte motora, embora não seja o objetivo final", explica Marina Zicardi Narajas Bastos, psicóloga da AACD que atende o grupo freqüentado por Teodore.
As "aulas" duram pouco mais de uma hora e, nesse período, os pacientes têm a oportunidade de conhecer melhor o corpo e suas funções. Além disso, na dançaterapia existe uma interação muito grande entres os freqüentadores, o que possibilita a troca de experiências e facilita a aceitação. "Ela vem como uma terapia de suporte ao restante do tratamento. Durante as sessões, os pacientes ficam mais calmos. Eles conseguem entender que o movimento não é mais mesmo, mas que o órgão ainda tem uma função", conta Marina.
José Paulo Teodore confessa que apresentou resistência no início. Admite, agora, que em dois meses já conseguiu avanços. "Eu era muito fechado. Com a terapia comecei a me soltar. Sou bem independente. Tenho um escritório, aprendi a escrever com a mão esquerda", relata ele, que precisou se adaptar a um novo estilo de vida. Teodore fabricava móveis e hoje já não pode lidar com esse tipo de atividade. No começo, chegou a ficar revoltado com o cenário, mas a dançaterapia o ajudou a aceitar. "Eu vivo! Estou no meio da sociedade e disposto, inclusive, a assistir aos jogos do Corinthians no estádio", finaliza com um grande sorriso no rosto.
BOXE 1
Disciplina do paciente é fundamental para os resultados
A dançaterapia tem como principal objetivo trabalhar a consciência corporal. Isso, de certa forma, ajuda a elevar a auto-estima do paciente. É uma terapia vinculada à psicologia que trata das questões emocionais através do corpo. Os resultados variam conforme o caso e dependem muito da disciplina. "Os objetivos são diferentes para cada paciente. No caso do Paulo Teodore a resposta foi muito boa porque existia uma grande vontade de melhorar por parte dele. Ajudou também o fato de a lesão ser menos intensa", esclarece Marina Zicardi Narajas Bastos, psicóloga da AACD.
Os grupos da AACD contam com vários tipos de pacientes, desde os que tiveram paralisia até os amputados, passando pelos que apresentam distrofia muscular. "A perda física sempre está presente. É a perna que não acompanha, o braço que não levanta. Mas, por menor que seja, alguma coisa ela consegue e é isso que nós vamos trabalhar", conta a psicóloga. O objetivo da reabilitação, como um todo, é fazer com que o paciente consiga conviver e interagir com o meio social.
Nem todos os pacientes têm indicação para participar da dançaterapia. Dentro da AACD, é feito um processo de "triagem". Eles passam por uma avaliação global. São analisadas questões como auto-estima e auto-imagem e é feita uma entrevista com o paciente para avaliar se é possível colocá-lo na terapia. Exames clínicos também são solicitados, a pressão tem que estar sob controle. Ao final de tudo isso, o tratamento é colocado à disposição do paciente. Ele é quem vai decidir se participa ou não das sessões. "O interesse do paciente é essencial para o sucesso da terapia", diz Marina. (V.C./AE).
BOXE 2
Dançaterapia foi criada nos Estados Unidos em 1966
A dança terapêutica existe formalmente nos Estados Unidos desde 1966, quando foi formada a Associação Americana de Dança Terapêutica. Vários trabalhos científicos mostraram que a técnica trazia benefícios para pacientes que sofriam, inclusive, de bulimia, anorexia e outros distúrbios relacionados à auto-imagem.
Diversos trabalhos foram desenvolvidos com inúmeras linhas da dança terapêutica, com destaque para a dançaterapia - método desenvolvido pela bailarina argentina María Fux há mais de 50 anos. Ele é reconhecido mundialmente e disseminado em diversos centros de tratamento.
A técnica trabalha a movimentação através da percepção do ritmo interno, com ênfase ao ritmo do coração e da respiração. É conhecida também como uma forma de encorajar a pessoa a assumir uma nova postura diante de um desafio. Algo semelhante a uma auto-afirmação: "eu posso". (V.C./AE).
Fonte: Agência Estado
Movidos A Dança© 2010 Todos os direitos reservados.